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 Diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade participa de conferência na Universidade de Yale

O Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS) da FGV DIREITO RIO participará da conferência A2K4 - Acesso ao Conhecimento e Direitos Humanos-, promovida pela Yale Law School, a se realizar de 11 a 13 de fevereiro de 2010 no campus da Universidade de Yale.

O diretor do CTS, prof. Ronaldo Lemos, comporá o painel "Liberdade para inovar: Conhecimento, tecnologia e cultura", cuja descrição pode ser encontrada abaixo:

Painel V: Liberdade de inovar: conhecimento, tecnologia e cultura

Sábado, 9:30-11:00, na sala 127 da Escola de Direito de Yale

Edward Felten, Centro de Políticas para Tecnologia da Informação, Universidade de Princeton

Ronaldo Lemos, Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV-Rio

Katherine Strandburg, Escola de Direito da Universidade de Nova Iorque

Comentarista: Nagla Rizk, Centro para o Desenvolvimento do Acesso ao Conhecimento, (A2K4D), Universidade Americana no Cairo

Nós vivemos numa época de inovação descentralizada na qual as liberdades civis e a liberdade cultural dependem da liberdade de inovar e compartilhar inovações com outras pessoas.

Cada vez mais, a liberdade cultural, o acesso ao conhecimento e a liberdade de expressão dependem da habilidade dos empresários criarem novas ferramentas para compartilhamento, produção e distribuição de conteúdo. Cada vez mais, novas ideias e novos modelos surgem comunidades empreendedoras de fonte aberta na quais grupos de indivíduos afiliados produzem livremente novos conhecimentos e novas ferramentas tecnológicas. A inovação em software e hardware está intrinsecamente conectada à inovação cultural e à disseminação do conhecimento.

Por tais razões, não podemos mais proteger liberdades civis sem considerar políticas de inovação e, em especial, as liberdades individuais para criar, modificar, distribuir e compartilhar avanços na produção da informação e tecnologia da informação. Essa liberdade de inovar requer uma infra-estrutura de informação aberta, na qual políticas de telecomunicação, leis de propriedade intelectual e arquiteturas tecnológicas deixem os indivíduos livres para construir novas coisas a partir de antigas, para remixar, criar, arranjar e repropor.

Este painel inclui:

-Quais áreas (ex. acesso aberto) são tópicos fundamentais de estudo para se endereçar a liberdade de inovação? Em que extensão os direitos humanos ligados a estas questões são úteis ou desejáveis?

-Quais são as arquiteturas tecnológicas e legais necessárias para dar aos indivíduos espaço e oportunidade para inovarem? Como essas estruturas se apóiam, melhoram ou inibem o gozo de direitos? Os direitos de quais protagonistas são levados em consideração nessa história?

-De onde surgirão os novos conteúdos e novas tecnologias da informação e como podemos capacitar o maior número possível de indivíduos para maximizar a inovação? Qual é o papel das liberdades civis e políticas na criação de condições que facilitem a inovação?

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